
ACREDITAR NO EVANGELHO NOS FAZ VENCER AS TENTAÇÕES
NARRADOR: Gigi era uma garota muito maltratada por todos os seus colegas, na escola, na rua, em qualquer lugar em que estivesse, não conseguia fazer amigos, todo mundo a achava muito estranha, medrosa e diferente dos outros. Também na família quase não tinha a atenção de seus pais. Um dia, ela teve um sonho que mudou sua vida. Sonhou que a partir daquele dia, seria uma criança diferente, e que todas as pessoas iriam respeitá-la e amá-la. O que será que aconteceu com Gigi?
GIGI: A partir de hoje, todos vão me respeitar, não quero mais ser maltratada por ninguém. Mas, por onde posso começar?
CONC. BOA: Pelo começo, com certeza!
GIGI: Epa! Quem é você?
CONC. BOA: Eu sou a sua Boa Consciência, estou aqui para ajudá-la a se tornar uma pessoa diferente. Não é o que você quer ser?
GIGI: Quero, eu quero sim!
CONC. BOA: Muito bem, trago aqui comigo este Livro Mágico, que pode ajudá-la a se tornar essa pessoa que você tanto sonha.
GIGI: Que legal, me dá aqui que eu quero ler agorinha mesmo!
CONC. BOA: Calma, calma, este livro ajudará você nos momentos de indecisões, mas é preciso que fique muito atenta, pois terá que passar por muitas provas.
GIGI: Ah! Mas eu já tenho provas na escola, e aqui também eu preciso ter?
CONC. BOA: Você quer ou não quer realizar o seu sonho?
GIGI: Tá bom, tá bom. O que eu preciso fazer?
CONC. BOA: Você terá que atravessar por algumas situações ao longo de sua jornada. E ao fazer isso, dirigida pelas orientações deste livro mágico, você terá a sabedoria necessária para se tornar essa pessoa que tanto deseja ser.
GIGI: Mas será que eu vou conseguir?
CONC. BOA: Não tenha medo, eu estarei sempre com você, confie em mim e nas minhas palavras, que tudo dará certo. Tome, fique com este amuleto também para que se lembre sempre disso. Boa sorte, Gigi, boa sorte...
NARRADOR: Gigi pegou o amuleto e viu que se tratava de uma cruz, colocou-a no pescoço, abraçou o Livro Mágico e disse:
GIGI: Eu posso, eu vou conseguir!
NARRADOR: Gigi seguiu caminhando, com muita confiança e de repente se viu numa situação, onde, provavelmente seria a primeira prova da qual sua Boa Consciência havia lhe falado. Próximo ao muro, ela avistou uma linda bicicleta, aliás, a bicicleta, igualzinha a que ela tinha visto numa loja, e que seus pais não tinham condições de comprar. Olhou para os lados e não viu ninguém por perto:
GIGI: Ué! Como alguém pode deixar uma bicicleta dessa largada por aí? Será que tem dono?
CONC.RUIM: Psiu! Psiu! Ei menina, não seja boba, ninguém está vendo mesmo, pega essa bicicleta pra você!
GIGI: Epa! Quem está falando comigo?
CONC.RUIM: Não interessa! Estou falando que você deve pegar logo esta bicicleta, antes que chega alguém. Aproveite, ninguém está vendo. Você achou e achado não é roubado. Pega, pega, pega!
GIGI: Isto não está certo! Esta bicicleta não me pertence. Eu não posso pegar e mentir dizendo que esta bicicleta é minha!
CONC.RUIM: Como você é boba! Vai logo. Deixa de bobeira, Vai, vai, vai logo! Pega, pega, pega...
NARRADOR: Gigi bem que lutou contra aquela voz, que a atiçava a pegar a bicicleta, e pensou, que se desse só uma voltinha não ia fazer mal algum, então aproximou-se da bicicleta e quando ia colocar a mão nela, sentiu algo estranho no seu coração, colocou a mão e viu o amuleto que sua Boa Consciência havia dado, então lembrou-se do Livro Mágico, que estava na sua bolsa, abriu-o e leu a seguinte inscrição:
GIGI: "O Reino de Deus está próximo, converta e creia no Evangelho!" Não, esta bicicleta não me pertence e eu não vou mexer naquilo que não me pertence. Se fizer isso, provavelmente alguém ficará triste com esta minha atitude. Vai embora de perto de mim. Eu não vou te obedecer. Vai embora! Voz horrível! Voz feia!
DONA BIC.: Você está falando sozinha?
GIGI: É, parece que sim, acho que estou doida, ouvindo vozes. Estava admirando esta bicicleta, ela é sua?
DONA BIC.: Sim, ganhei no Natal. E você, não tem bicicleta?
GIGI: Não, meus pais não podem comprar, mas não tem problema, um dia eu vou crescer, trabalhar e comprar uma pra mim.
DONA BIC.: Sabe, eu tenho uma prima que já ficou grande e não usa mais a bicicleta dela, e eu fiquei sabendo que ela vai dar pra alguém, por acaso você tem interesse? Posso ver se ela doa a bicicleta pra você.
GIGI: Puxa! Verdade! Mas isso seria maravilhoso! Podemos ir lá agora?
DONA BIC.: Claro, vamos lá. Quer ir andando na minha bicicleta?
NARRADOR: É, como é bom seguirmos a voz do nosso coração e fazermos sempre o bem. Com essa atitude de Gigi, com certeza ela conquistou uma grande amizade. Quem vence a tentação do mundo é sempre feliz e faz todas as pessoas com quem convive, feliz também. Só vence a tentação da injustiça quem ama o próximo e respeita os seus direitos.
HINO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE
...
O povo meu, chegou a mim o teu lamento,
conheço o medo e insegurança em que estás,
eu venho a ti, sou tua força e o teu alento,
vou ti mostrar caminho novo para a paz.
Onde pões tua confiança?
Segurança quem te traz,
é o amor que tudo alcança,
só a justiça gera paz.
Quando o direito habitar a tua casa,
quando a justiça se sentar a tua mesa,
a segurança de brincar em tuas praças,
enfim a paz demonstrará sua beleza.
A segurança é vida plena para todos,
trabalho digno, moradia e educação,
é ter saúde e os direitos respeitados,
é construir fraternidade, é ser irmão.

Paixão de Cristo
Personagens:
2 Jovens : Lucas e joão
Apóstolos
Jesus
Maria, Maria Madalena
Mulheres e outras pessoas
Roteiro:
2 Jovens caminham juntos ,conversando .....estão voltando da missa da paixão.
Lucas para e observa tudo ao seu redor, soturno.....
João interrompe:
Lucas _ Dias difíceis aqueles.....dói só de imaginar...
João _ Sinto o mesmo, depois da missa e das cerimônias fico refletindo sobre Jesus e aquelas últimas 12 horas de sua vida.
Uma voz proclama alto : Eis o cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo.
Fecha-se a cena dos jovens, com eles se sentando em algumas pedras, enquanto no palco aparece em aberto os apóstolos assentados ao chão com o Mestre um pouco afastado em oração juntamente com Pedro e os dois filhos de Zebedeu.
Agustiado, toca no ombro de Pedro e diz:
_ Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui comigo e vigiai.
Jesus afasta-se, prosta-se no chão e diz:
Meu pai afasta de mim esse cálice.
Em seguida ergue-se e busca por Pedro que se encontra dormindo juntamente com os outros apóstolos.
Jesus, sentindo o peso do momento questiona Pedro:
Não podeis vigiar uma hora comigo?, Vigiai e orai para não entrares em tentação, O espírito pode estar pronto mas a carne é fraca.
Jesus afasta-se novamente, no palco a cena volta-se aos jovens,João e Lucas.
_Creio que neste momento Jesus começou a sentir todas as fraquezas de ser humano,disse Lucas.
João _ Sim e mais duas vezes ele voltou-se aos apóstolos que se encontravam dormindo. Como pode, dormirem naquela hora?
Lucas _ Mas, Jesus, sabia do seu comprometimento com o pai
Revelou e testemunhou a todos o amor e os projetos de Deus, denunciou as in
justiças, a hipocrisia e a falsidade.
João _ E isto o levou a morte e morte de cruz.....- Levanta-se abruptamente,com um certo tom de severidade na voz.
Sentindo o peso daquele momento
Os jovens voltam a refletir enquanto a encenação volta-se ao lado,
Um bando de soldados e pessoas rodeiam Jesus brandindo espadas ,gritando impropérios ( mentiroso,falso,sandio,impostor,bárbaro), empurrado por essa multidão que o joga aos pés de Caifás,(sumo- sacerdote), que se levanta de onde está sentado e se dirige a Jesus:
_ O que tens a responder para essa multidão
Jesus no entanto permanece calado
Caifás continua _ Por Deus, conjuro-te que nos diga se és mesmo o filho de Deus o Cristo?
Jesus responde:
_ Sim, e digo mais que hoje mesmo vereis o filho do homem sentar-se à direita do Todo Poderoso e voltar sobre as nuvens do céu.
Assim num ato violento o Caifás rasga as roupas de Jesus e Grita
_Blasfêmia, mereces Morrer.
A multidão enfurecida avança para Jesus e aos chutes ,cuspes e pontapés fecha-se o quadro.
Lucas e João, revisam o momento:
_ Como pode ser, o mesmo povo que o amou, o adorou, agora cospe em suas vestes.
_ Nesta hora a profecia começara a se cumprir, neste momento, Jesus sentiu-se mais próximo dos céus, mas ainda assim seus sentidos humanos eram muito fortes e a dor fora uma tentação real.
-Somente o Filho de Deus estaria preparado para o que viria à seguir.
Cena: Dois homens visivelmente surrados um Barrabás, bandido conhecido tanto dos Judeus quanto dos Romanos, o outro Jesus, o Galileu.
Os homens estão de cabeça baixa, quando uma voz vem caminhando em direção à frente do palco entre os dois:
_ Hoje é a vossa Páscoa, e como sempre darei o indulto a um prisioneiro a sua escolha. Qual deles ireis escolher Barrabás, assassino conhecido de vocês ou Jesus que se diz o Filho de Deus ?
Todos gritam em coro repetido: Barrabás, Barrabás, Barrabás.....
Lucas _ Ver toda aquela gente,com a qual ele convivera durante todo o tempo do seu ministério lhe entregar ao calvário deve ter sido uma dor inenarrável.
_ Assim o fez para nos salvar. Não foi apenas uma cruz de madeira que foi posta em seus ombros naquele momento, mas sim todas as iniquidades da humanidade,todas as barbaridades dos homens ,todos os pecados.
_ Deus se fez carne , se fez homem ,se fez filho e esse seu único filho foi dado em sacrifício por todos nós.....
Voz distante: _ Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo
Silêncio.........
Toques de martelo anunciam que a crucificação chegara a hora, Jesus e dois ladrões são postos em cruzes lado a lado.
Apoiada entre amigos, Maria chora um choro resignado,sem desespero, porém com relutância e dor, Maria Madalena desespera-se e lança-se ao pé da cruz
Ouve-se Jesus num último brado: Pai, nas tuas mãos eu entrego o meu espírito.
Dizendo essas palavras sua cabeça tomba para o lado a multidão se afasta, ficando apenas aquelas mulheres e poucos acompanhantes, que vão se afastando enquanto baixam-se as cruzes.
Os jovens fecham o discurso:
Lucas _ Tanto sofrimento ,tanto sacrifício, tantas pessoas envolvidas e para quê? Hoje ainda vemos que há tanta maldade nesse mundo.
João_ Eis que Jesus nos deixou o maior de todos os ensinamentos já deixados. Amai-vos uns aos outros como eu vos amei...O seu amor por nós não tinha limites, discriminação nem preconceitos. Sua mensagem foi clara e hoje em todos os cantos do mundo os homens de bem ainda buscam meios para compreender essa mensagem.
Lucas_ Um Homem, filho de Deus que por nos amar demais, entregou-se ao martírio para a redenção de todos os nossos pecados, para o bem de todos nós.
Cena final: Jesus no colo de sua mãe, que ternamente o cobre em tecidos
Roteiro e adaptações: Ana Cibele de Paula

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